Escrevi então num papel:
« São neste momento 2h50 da manhã. Sem saber o que fazer, peguei no papel e na caneta e comecei a escrever. Palavras como confusão, amor, verdade, confiança, amizade e desilusão foram as que saíram de imediato, em vários pontos na parte de trás deste branco papel onde escrevo. Está calor aqui e lá fora... A lua ilumina os olhos de todos os que ainda aguentam acordados depois de toda a atividade diurna ao qual estão sujeitos. Estou agora a refletir tudo o que aconteceu nos últimos tempos... A verdade é que, já quase dormia, quando as memorias me começaram a atormentar e a saudade de algo que já passou, começou a aparecer. É mais forte do que qualquer um de nós, quando se vive tudo de maneira intensa e verdadeira, acreditando nas pessoas, palavras, momentos e acreditando também que todas são como nós. Depois de tantas pessoas que passaram pela minha vida nestes últimos tempos, e todas as desilusões a que o meu frágil coração foi sujeito, receio que a ansiedade de encontrar alguém único e diferente, perfeito à nossa maneira, que queira juntar dois mundos diferentes num universo esmagadoramente completo, e também (saudavelmente) complexo é grande.
Sempre me ensinaram a lutar pelos meus sonhos e objetivos, mas a não esquecer a simplicidade da humildade que é sempre bem vista aos olhos de qualquer um.
Acho que voltei à época dos " porquês?" pois agora sempre pergunto a mim mesma o porquê disto acontecer ou o porquê daquela pessoa ter chegado/saído da nossa vida, ou o porquê da minha mente estar uma verdadeira confusão...
Se calhar são coisas da minha cabeça, tipicas de uma humana na grande e explosiva fase da adolescência.
Acho que está na hora de ir dormir e pôr finalmente na minha cabeça que tenho de esquecer certas coisas, dar importância a outras e fazer utilidade do velho ditado que diz que 'esperar é uma virtude'. Acredito que o meu momento de glória nessas andanças há-de chegar e a próxima vez que vos escrever a uma hora destas, ser para vos dizer que não consigo dormir de tanta felicidade.
Mesmo assim, agradeço a Deus pela minha vida, e por me dar uma nova oportunidade todos os dias para a viver ao máximo, sem intrigas nem volta ao passado... Apenas focada no presente e futuro, com um sorriso nos lábios.
Acabo por vos dizer que, saí deste desabafo com uma enorme vontade de viver, todas as experiências e emoções, que, sem dúvida, aproveitarei. »
